Não escrevo porque “valha a pena”, mas porque me faz feliz, simplesmente.
Escrevo sobre o que me assombra.
Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem.
Tudo que escrevo é meu e vem de mim; é visceral e vital. Obs.: No programa Marília Gabriela Entrevista
Criar um mangá não se trata apenas de desenhar, mas também fazer uma boa história e não perdê-la. Assistir filmes de Hollywood para inspiração. Aqueles que tem uma mente fechada ao entendimento não conseguem ir longe.
Quem medirá o chapéu e a violência do coração dos poetas quando capturados e aprisionados no corpo de uma mulher?
Aqueles que não querem imitar nada, não produzem nada.
A inspiração é a Madonna, mas o meu show é tupiniquim e humilde.
Guarde seus medos para você mesmo, mas partilhe sua inspiração com todos.
Sei que ele guerreou com Xangô e acabou sendo morto. Mas depois Xangô e Oxalà ficaram com pena e resolveram trazê-lo de volta. Só que ele não pode mais voltar na forma humana, mas como serpente. Ele é cobra dos rios e do mar. Quando està no mar é homem e quando està no rio é mulher. Um pouco parecido comigo. Obs.: Sobre o guia de Oxumarê, o orixà do arco-íris, que usava.