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"Quando cheguei ao Brasil, não falava nada de português além de ‘obrigado’. Nos três primeiros meses, tinha vergonha de sair de casa por não saber o idioma."
[ Cris Poli ]
"Perguntei de brincadeira se havia emprego para meu marido aqui e disseram que sim. Não tivemos dúvidas. Dois meses depois de ter imigrado, a ditadura tomou as ruas de Buenos Aires."
[ Cris Poli ]
"Todo mundo é marginal. Ninguém vive com dignidade, de acordo com o que merece."
[ Cássia Eller ]
"É sério, mas é surrealista."
Obs.: Em 1995, comentando a afirmação atribuída ao ex-presidente francês Charles de Gaulle de que o Brasil não é um país sério.
[ Jorge Amado ]
"Eu sou muito otimista, muito. O Brasil é um país com uma força enorme. Nós somos um continente, meu amor. Nós não somos um paisinho, nós somos um continente, com um povo extraordinário."
[ Jorge Amado ]
"Eu me sinto mal. Porque eu acho que deviam ter 50 escritores mais lidos no Brasil."
Obs.: Em 1988, sobre como se sentia sendo o escritor mais lido do país.
[ Jorge Amado ]
"Vejo somente uma solução para a dívida externa no Brasil. Não pagar. Não vejo outra."
[ Jorge Amado ]
"Infelizmente eu não posso escrever um livro no Brasil. Para trabalhar eu preciso fugir."
Obs.: Em 1988, sobre o assédio que sofria na Bahia e o impedia de escrever.
[ Jorge Amado ]
"Quando você morre em um país sem memória, imediatamente eles te esquecem. Quando eu morrer, vou passar uns 20 anos esquecido."
Obs.: Em 1991, sobre o ostracismo da obra de Érico Veríssimo e a produção literária brasileira atual.
[ Jorge Amado ]
"Para fazer uma coisa que não me diverte tenho que fazer um esforço muito grande."
Obs.: Em 1991, sobre como a militância no PCB lhe tomava o tempo da literatura.
[ Jorge Amado ]
"Acho que o mais terrível foi a degradação do caráter. Em relação a duas coisas. Você teve a tortura. Em segundo lugar, a ditadura institucionalizou a corrupção. Hoje, esse mal faz parte dos costumes."
Obs.: Em 1992, sobre as conseqüências da ditadura no Brasil.
[ Jorge Amado ]



