É sério, mas é surrealista. Obs.: Em 1995, comentando a afirmação atribuída ao ex-presidente francês Charles de Gaulle de que o Brasil não é um país sério.
Um instrumento anti-social e extremamente elitista. Obs.: Em 1986, sobre a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista.
Continuo batendo com dois dedos e errando muito. Devo dizer que sou um dos homens mais incapazes do mundo. A lista de minhas incapacidades é enorme. Obs.: Em 1988, quando questionado porque não trocava sua velha máquina de escrever mecânica por uma eletrônica.
Na realidade, o tema da infelicidade tem engendrado montanhas de livros horríveis, umas masturbações insuportáveis. Obs.: Em 1988, quando perguntado se o motor da criação literária é a infelicidade.
Acho que você não deve fazer nada que não o divirta, lhe dê prazer. Também não deve exercer um ofício, uma profissão para a qual é incompetente. Obs.: Em 1988, sobre o fato de divertir-se escrevendo seus livros.
Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que a literatura tem uma grande importância.
Isto faz com que eu seja hoje um homem muito tranqüilo diante da vida e diante das coisas, otimista como sempre fui. Obs.: Em 1988, sobre sua experiência de vida e seu convívio com grandes artistas e escritores.
Pode haver muita deficiência no livro de um jovem, mas haverá também nele uma coisa fundamental - a força da juventude.
A juventude é um bem imenso que você não prolonga. A juventude se acaba, nem que você queira iludir-se com esse negócio de jovem de espírito. Jovem é jovem, ponto final. Obs.: Em 1988, sobre escrever menos conforme o avanço da idade.
Nenhum crítico ensina ninguém a fazer romance. Obs.: Em 1988, quando perguntado se aprendeu alguma coisa com a crítica.