Frase(s) de Gianfrancesco Guarnieri
11 Frase(s) de Gianfrancesco Guarnieri | 2 Página(s).
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A questão da transformação, eu acho que continua. Não escrevo nada que não vá transformar. Agora, ao mesmo tempo, não posso me esquecer daquela tendência à ingenuidade na nossa juventude. De achar que vai dar tudo certo, é assim mesmo, ah, não tem galho, porque a gente sempre termina ganhando. Depois, percebemos que não era nada disso. O que realmente não admito é deixar a bola cair. Há momentos em que cai; puxa, tudo é uma bosta. Mas isso é um momento e, depois, deixa de frescura, bicho, vai em frente.
Obs.: Falando sobre o Realismo socialista.
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Gianfrancesco Guarnieri ]

É uma insuficiência renal crônica. Essa aí, ou você fica fazendo hemodiálise, três vezes por semana, como eu, ou faz um transplante. Ainda bem que existe a hemodiálise, sempre agradeço. Após quatro anos, sinto-me mais animado. A doença dá uma depressão terrível, aquele cansaço. Não é moleza, não. Mas, ao mesmo tempo, não é dizer: "Que terrível, morreu". Morreu o escambau. Está aí e vai em frente, rapaz, com todo o sorriso de felicidade que tem. A ciência trabalha com essas tecnologias todas e, puxa, te dá um rim novo. Uma injeçãozinha e uma maquininha te viram o sangue de cabeça para baixo. Estou discutindo com os médicos para saber se vale a pena tentar o transplante ou se deixa para lá.
Obs.: Sobre a doença.
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Gianfrancesco Guarnieri ]

A única coisa que a gente poderia fazer era sobre a história brasileira, porque aí ninguém cobraria, não proibiriam logo de cara. Chegamos à conclusão de que Zumbi seria realmente fantástico. Foi o início de um intercâmbio muito grande entre nós e os diversos setores das artes, desde instrumentistas, compositores, atores, jornalistas, enfim, eram todos. Parecia que um fio começava a se juntar. Aquilo se tornou realmente um pátio dos milagres, no bom sentido. Vinham pessoas de outros Estados e se juntavam lá no Redondo (bar e restaurante na esquina da av. Ipiranga com a r. Teodoro Baima, em frente ao Arena, reduto de artistas e intelectuais).
Obs.: Falando sobre o Patio dos Milagres.
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Gianfrancesco Guarnieri ]

O "Arena Conta Tiradentes" tinha músicas de Caetano, de Gil, de Sidney Miller, Theo de Barros e daí por diante. Eram muitos. Enquanto "Arena Conta Zumbi" tinha um autor só. Sem querer desfazer dos outros, era um só com essa grande responsabilidade. O Edu Lobo era fantástico; mocíssimo, tinha acabado de ser premiado no Festival da Excelsior [1965, com "Arrastão", parceria com Vinicius de Moraes e interpretação de Elis Regina]. O melhor mesmo é quando você tem um compositor com o qual se afina, conversa, vai junto, aí é muito legal. O Edu ficou com a gente. Éramos dois tímidos, uma coisa terrível. Eu perguntava: "Dá para tocar?". Ele respondia: "É bom". Ficamos nessa dois dias, até que chegamos a coisas que realmente nos entusiasmaram.
Obs.: Sobre Edu Lobo.
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Gianfrancesco Guarnieri ]
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