Termino com saudades meu trabalho, libertador das erosões destínicas e demais cortesãos da velhice.
Sou um homem mais de fé do que de culto. Posso recusar a extrema-unção, vou me entender pessoalmente com Deus.
Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função.
Sou um homem que não desanimou de viver e acho a vida cheia de encantos.
A recompensa do trabalho é a alegria de realizá-lo. Quando termino um trabalho, estou pago.
Meu pai dizia que a rede fazia parte da família. A rede colabora no movimento dos sonhos.
Não se assombre, em Natal eu sou o único pecador profissional. Os outros são amadores.
Temo as reportagens completas, as confissões pormenorizadas, obtidas pelos jornalistas.
Fecha esta máquina fotográfica, meliante. Há 70 anos que sou perseguido por tua espécie. Agora, repórter eu já fui. Lembro-me que, quando íamos entrevistar, nossa liberdade era grande. Se o homem não dizia nada, a gente inventava. Em 1915, meu pai possuía um jornal. Nele comecei como repórter.
De 1920 a 1932 fui devorador de livros e Henrique Castriciano seguia o ritmo delirante porque não era capaz de disciplinar-me quem nunca tivera disciplina.