A vida não me negou nada, e eu mesmo lhe pedi pouco.
Entre beijo e boca,/ tudo se evapora.
Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque...
Levantar-se mais tarde? Se não fizer calor; um direito nem sempre é um prazer.
Nunca se sabe de onde vem o rumor; espalha-se como pó fino sobre os móveis.
Dentro de mim, bem no fundo há reservas colossais de tempo, futuro, pós-futuro, pretérito.
Havemos de amanhecer! O mundo/ se tinge com as tintas da antemanhã/ e o sangue que escorre é doce, de tão necessário/ para colorir tuas pálidas faces, aurora.
Aqui/ amanhece como em qualquer parte do mundo/ mas vibra o sentimento/ de que as coisas se amaram durante a noite. Obs.: Sobre o Rio de Janeiro.
Ah o amor... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque...
É menor pecado elogiar um mau livro sem o ler, do que depois de o ter lido. Por isso, agradeço imediatamente depois de receber o volume. Não há vida literária plenamente virtuosa.