Biografia de Pinochet
Augusto José Ramón Pinochet Ugarte (Valparaíso, 25 de novembro de 1915 Santiago, 10 de dezembro de 2006) foi um general reformado do Exército, senador vitalício chileno, e chefe de Estado. Tornou-se presidente em seu país, de 1973 a 1990, depois de liderar uma Revolução que derrubou o governo do presidente socialista eleito, Salvador Allende.
Filho de um militar de origem francesa, Augusto Pinochet Ugarte concluiu os estudos na escola secundária em sua cidade natal em 1930. Aos 18 anos entra na escola militar, onde se graduou em 1937. Dois anos depois, Pinochet, oficial de infantaria, foi aceito no regimento Maipu, de Valparaíso. Em 1940, casa com Lucía Hiriart Rodríguez, com quem tem cinco filhos: Inés Lucía, María Verónica, Jacqueline Marie, Augusto Osvaldo e Marco Antonio.
Em 1953, já graduado major, foi enviado para o regimento "Rancagua", em Arica. Nesta época, foi indicado professor da Academia de Guerra, e retornou a Santiago para assumir o posto.
Em 1956, foi escolhido para integrar uma missão militar que colaboraria com a Academia de Guerra do Equador, em Quito, onde permaneceu durante três anos. Neste período, estudou geopolítica, geografia militar e inteligência.
Em 1968, foi nomeado chefe da 2ª Divisão do Exército, com base em Santiago, e, ao final do ano, foi promovido brigadeiro-general e comandante-chefe da 6ª Divisão, em Iquique.
Em Janeiro de 1971, foi promovido a general de divisão e nomeado comandante-general do Exército Garrison de Santiago. No ano seguinte, tornou-se general-chefe do Exército.
Em 1973, Pinochet torna-se comandante-chefe do Exército chileno. Opositor ferrenho do presidente de esquerda Salvador Allende (que foi acusado pela Câmara dos Deputados de ter violado a Constituição chilena), o general Pinochet, até então considerado um general leal e apolítico, chefiou a junta militar que tomou o poder através de uma revolução armada que depôs e matou o presidente esquerdista, seu inimigo político.
A Revolução se deu em 11 de Setembro de 1973 (somente 18 dias após ter tomado posse do cargo de chefe das Forças Armadas) bombardeando o palácio presidencial com aviões da força aérea, na expectativa de destruí-lo e matar todos os ministros, derrubando assim o presidente Salvador Allende. Allende morreu logo após ser preso. As circunstâncias exatas de sua morte nunca foram esclarecidas. Uma autópsia realizada em 1990 apontou que ele cometeu suicídio.
Após a Revolução vitoriosa, uma junta militar (Conselho do Chile) foi estabelecida para governar o Chile, e Pinochet foi apontado como representante do Exército. A 17 de Junho de 1974, Pinochet assumiu formalmente o cargo de Chefe Supremo da Nação. Em 1981 foi proclamado presidente da República do Chile para um mandato de oito anos.
Durante os 17 anos de seu governo, Pinochet reprimiu a antiga coalizão União Popular, ligada ao regime socialista deposto, perseguindo seus membros e aliados. Em 1973, aproximadamente 70 dissidentes teriam sido vítimas da Caravana da Morte.
Em 3 de Dezembro de 2006 sofre um ataque cardíaco e, aos 91 anos, falece em 10 de Dezembro às 14h15 (15h15 horário de Brasília) devido a um infarto do miocárdio e um edema pulmonar agudo no Hospital Militar. Uma hora depois do anúncio de sua morte, várias manifestações acontecem em frente ao hospital, tanto a favor quanto em oposição ao ex-presidente. As Forças Armadas chilenas lhe prestaram as honras devidas ao funeral de seu comandante supremo.
O governo chileno, porém, não lhe deu honras de chefe de estado nem decretou luto oficial. Enviou apenas uma representante para os funerais, a ministra da Defesa Viviane Blanlot, cuja presença ao lado do esquife foi recusada pelos filhos de Pinochet.
Por seu turno, o movimento popular oposto à participação do governo nas honras militares ao ditador organizou em simultâneo actos em homenagem ao presidente Salvador Allende em frente do seu monumento na capital chilena.