Biografia de Bernard Shaw

George Bernard Shaw (Dublin, 26 de julho de 1856 ? Ayot Saint Lawrence, 2 de novembro de 1950) foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. É autor de comédias satíricas que o tornaram espírito irreverente e inconformista.

Filho de uma tradicional mas empobrecida família protestante, foi de início instruído por um tio, mas rejeitou a educação escolar e aos 16 anos empregou-se em um escritório. Adquiriu amplo conhecimento artístico graças à mãe, Lucinda Elizabeth Gurly Shaw, e às freqüentes visitas à National Gallery da Irlanda. Decidido a se tornar escritor, foi morar em Londres em 1876, porém por mais de dez anos seus romances foram recusados por todos os editores da cidade, assim como a maior parte dos artigos enviados à imprensa. Tornou-se vegetariano, socialista, orador brilhante, polemista e fez as primeiras tentativas como dramaturgo.

Em 1885 conseguiu um trabalho fixo na imprensa e, durante quase uma década, escreveu resenhas literárias, críticas de arte e brilhantes colunas musicais. Sua atividade literária, em especial a produção teatral, foi uma seqüência de sucessos; destacou-se também na crítica literário, teatral e musical, na defesa do socialismo, criação de panfletos, ensaios sobre assuntos políticos, econômicos e sociais, sendo ainda um prolífico epistológrafo. Como crítico de teatro da Saturday Review (1895), atacou insistentemente a pobreza qualitativa e artística da produção teatral vitoriana.

Durante a Primeira Guerra Mundial, interrompeu sua produção teatral e publicou um polêmico panfleto, Common Sense About the War, no qual considerava o Reino Unido, os aliados e os alemães igualmente culpados e reivindicava negociações de paz.

Recusou o Nobel de Literatura de 1925 e, em suas últimas peças, intensificou as pesquisas com a linguagem não-realista, simbolista e tragicômica. Por cinco anos deixou de escrever para o teatro e dedicou-se ao preparo e publicação da edição de suas obras escolhidas (1930-1938), e ao tratado político The Intelligent Woman's Guide to Socialism and Capitalism (1928). A sua correspondência também foi publicada, destacando-se a troca de cartas com o escritor H. G. Wells.

Em the Soviet Story [1], do documentarista Edvins Snore, Shaw aparece defendendo os nazistas e o extermínio de todos os "parasitas sociais" em vídeo, pessoas não adaptadas e inúteis para a sociedade, segundo seus conceitos. Ele também foi conhecido pela clara apologia ao Socialismo, mesmo no período mais negro da Revolução Russa, como durante o genocídio ucraniano Holodomor.

No mesmo documentário ele é acusado de apelar no jornal Londrino Listener em 1933, para que os químicos da época desenvolvessem um gás letal com a finalidade de matar seres humanos "inadequados".

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